PT acredita que STF poderia garantir candidatura de Lula, mesmo se condenado em 2ª instância
DA REDAÇÃO
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo (19) que a esquerda no país está “fragilizada” e que um de seus principais opositores, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), tem o “direito de ser candidato”. “Eu não sou de extrema esquerda, e muito menos o Bolsonaro é de extrema direita. O Bolsonaro é mais do que isso, e quem convive com ele sabe o que ele é. Ele tem o direito de ser candidato, de convencer as pessoas, e o Brasil tem que colher aquilo que planta”, disse Lula.
Em discurso de cerca de 40 minutos durante o Encontro Nacional do PCdoB, em Brasília, Lula disse que a aliança formada por partidos de esquerda “está mais perdendo do que ganhando”. “Nós estamos fragilizados na luta para evitar (o desmonte do Estado). (...) Não tenho mais idade de ficar criando o ‘Fora, Temer’ e ele estar dentro, de ficar criando o ‘Não vai ter golpe’ e ter golpe. Vamos ter que parar de gritar e evitar que isso aconteça”, completou.
No congresso do PCdoB, a ex-deputada Manuela D’Ávila foi lançada pré-candidata ao Planalto. É a primeira vez, desde 1989, que PT e PCdoB podem disputar a Presidência separados. Petistas reagiram mal à iniciativa do partido aliado. Lula, porém, não se incomodou. “É um direito legítimo. Se não fosse a minha teimosia e a do PT, eu não teria chegado nunca à Presidência. Mesmo que não ganhe, se fizer uma campanha ideologicamente organizada, com a militância na rua, vale a pena”, afirmou. Para ele, “qualquer partido de esquerda que quiser ser candidato deve lançar”, mas é preciso “ir junto para a rua”.
Sobre o bloqueio de R$ 24 milhões pedido pela Procuradoria da República na operação Zelotes, Lula disse não possuir bens que somem este valor: “Às vezes fico chateado com todas essas bobagens que falam a meu respeito, mas, como sou católico, acho que é uma provação. Já provei minha inocência, quero agora que eles provem (a culpa)”.
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